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Exposição Online

Sobre

Confira as obras do projeto sem sair de casa e descubra as inspiradoras histórias das mulheres que marcaram a trajetória de Itapetininga – SP.

As obras estão organizadas em ordem cronológica, permitindo visualizar a evolução das vivências e conquistas dessas mulheres ao longo dos anos.

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ANÉSIA MACHADO

  Nascida em 5 de junho de 1904, em Itapetininga (SP), Anésia Pinheiro Machado foi uma das primeiras mulheres a conquistar o brevê de aviadora no Brasil.

  Em 17 de março de 1922, aos 17 anos, realizou seu primeiro voo solo pilotando um biplano Caudron G.3, e em 9 de abril do mesmo ano, obteve sua licença de piloto pelo Aeroclube do Brasil .  Em 23 de abril de 1922, tornou-se a primeira mulher brasileira a realizar um voo com passageiro, e em 18 de maio, atingiu o recorde feminino de altitude no país, alcançando 4.124 metros .    Ainda em 1922, participou do Primeiro Congresso Internacional Feminista, representando a Liga Paulista pelo Progresso Feminino

  Ao longo de sua carreira, Anésia acumulou diversos feitos: foi a primeira brasileira a realizar voos acrobáticos e a cruzar os Andes em um avião monomotor. Em 1954, foi reconhecida como Decana Mundial da Aviação Feminina pela Federação Aeronáutica Internacional.

  Anésia também foi uma defensora da memória de Santos Dumont, promovendo seu legado internacionalmente. 

  Faleceu em 10 de junho de 1999, no Rio de Janeiro. Suas cinzas estão depositadas no Museu de Cabangu, em Minas Gerais, ao lado de objetos pessoais de Santos Dumont

Fotos de Anésia: 

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A esquerda tem foto de Anésia diante do avião em que realizou o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, em setembro de 1922. O modelo, um Caudron G.3, foi o mesmo pilotado por ela em seu primeiro voo solo, seis meses antes. A direita tem a foto de perfil da Anésia. 

Obra dedicada

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PROFESSORA CECÍLIA PIMENTEL

  Nascida em 05/01/1933, em Itapetininga, Cecília Pimentel Vasques Prestes Nogueira foi pioneira no atendimento a alunos surdos na região.

 Magistério pela Escola NormalPeixoto Gomide, dedicou sua vida à inclusão escolar

 Ainda jovem, enfrentou o desafio de ensinar uma aluna surda e, com sensibilidade, buscou formação no Rio de Janeiro, no Instituto Padre Anchieta, para tornar- se referência no ensino de surdos .

 ​Em 1967 iniciou a primeira turma para surdos na Escola Estadual Coronel Fernando Prestes. Muitas crianças chegavam com autismo ou outras condições — ela as recebeu com dedicação, buscando apoio onde fosse preciso .

 Observando o potencial artístico dos alunos, Cecília incentivou a pintura e promoveu exposições em Itapetininga e SP. Alunos ganharam prêmios na Bienal de Kanagawa, Japão, em 1987 .

 Em 1971 ela e seu marido impulsionaram a criação da APAE de Itapetininga, centro que atualmente atende centenas. Em 1984, foi destaque no Jornal Nacional pelo teatro “O Milagre de Anne Sullivan”, protagonizado por sua aluna .

Fotos da Prof Cecília

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A foto da professora de perfil e a  direita tem a foto de Professora Cecília e alunos, na Escola Estadual Coronel Fernando Prestes / Foto Revista Família Cristã

Obra dedicada

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MARIA PRESTES

 

Nasceu em 17 de maio de 1927, em Itapetininga (SP), filha de José Prestes de Albuquerque e Maria Aparecida, e sobrinha do político Júlio Prestes de Albuquerque. Seu berço familiar forte em história política moldou sua infância e visão de mundo.

Sua infância foi marcada por dificuldades, devido à perseguição política sofrida pela família durante o governo Vargas.

Esse cenário trouxe grande proximidade com a natureza e com o universo sertanejo, elementos que mais tarde permeiam suas obras.

Estudou pintura com mestres renomados como Alberto Thomazzi, Deusdedit Campanelli, Oscar Campiglia e Carlos Ayres.

Com isso, desenvolveu um estilo acadêmico singular, destacando o diálogo íntimo com flores e paisagens, o “mundo interior” de que fala o crítico Antônio Santoro Júnior.

Participou de exposições importantes no Brasil (Salão Paulista de Belas Artes) e no exterior (Nice – França, Lisboa – Portugal).

Também foi co-fundadora da Academia Itapetiningana de Letras, reforçando seu compromisso com a cultura local.

Faleceu em 31 de dezembro de 2014, em Piracicaba, sendo sepultada no Cemitério do Santíssimo, em Itapetininga. Suas obras em óleo sobre tela — como “Flores” (1992) e “Girassol em Vaso Branco” (1995) — refletem uma sensibilidade poética e luz própria, consolidando seu legado no cenário das artes.

Fotos de Maria Prestes

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A esquerda foto do quadro Girassol em Vaso Branco de (1995) e a direita, tem a foto de Maria Prestes.

Obra dedicada

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REGINA FREIRE

Nascida em 1952 no município de Itu-SP, Regina Antonia Liberal Valentino Freire, foi uma engenheira florestal e pesquisadora do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, com importante atuação em Itapetininga, especialmente nas áreas de educação ambiental e desenvolvimento de plantios florestais.

Graduada em Engenharia Florestal em 1977 pela ESALQ/USP; concluiu Mestrado em 2001 na mesma instituição. Atuou em projetos de reflorestamento para pequenos e médios produtores rurais como alternativa de renda.

Trabalhou ativamente com educação ambiental em Itapetininga desde 1995, promovendo palestras, encontros escolares e atividades práticas, em colaboração com o Instituto Florestal, Escoteiros e conselhos ambientais.

Foi membro do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e do Conselho Consultivo da Floresta Nacional de Ipanema (IBAMA).

Seu legado foi eternizado na Lagoa da Chapadinha, no bairro da Conceição em Itapetininga, foi oficialmente batizada de Lagoa (ou Parque Ecológico) “Regina Freire”, em reconhecimento à sua dedicação ao meio ambiente.

Em 2009, no encerramento do projeto Criança Ecológica, a “Sala Regina Freire” foi inaugurada na Estação Experimental de Itapetininga, homenageando seu importante legado na educação ambiental; Regina faleceu no final daquele ano.

Fotos de Regina Freire

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A esquerda foto de Regina Freire e a direita foto da lagoa em Itapetininga dedicada a Regina Freire

Obra dedicada

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CIDINÉIA CAMARGO

  Nascida em 1954 no município de Itapetininga-SP, Cidineia, conhecida como Néia, é natural da Vila Santana e figura ativa na história cultural e esportiva da região.

Em sua juventude, trabalhou na prefeitura e retomou os estudos — numa época sem transporte público na região, frequentava a escola viajando de van pela cidade.

Formou-se como técnica de contabilidade, consolidando sua presença profissional enquanto construía pontes com a comunidade local.

Em 1982, fundou um time de futebol feminino em Itapetininga, inicialmente com a família. À medida que crescia o interesse, o time migrou de um campo improvisado para o campo do DERAC, tornando-se o único time feminino da cidade.

O técnico Walter Cruz foi quem passou a conduzi-las de forma mais organizada, dando destaque às atletas.

Por decisão familiar, Néia se afastou do time para casar, mas manteve uma forte presença comunitária até maio, quando encerrou três anos como presidente da Sociedade Amigos de Bairro (AAVS), voltando-se à família e ao convívio local.

Ao lado de sua irmã Cidicéia, integrou a presidência da Associação Recreativa Aristocratas do Samba e Cultura, entidade fundada por seus avós na Vila Santana, que originalmente ensaiava na garagem de casa antes da construção do barracão.

O grupo também realizava pagodes na sede para arrecadar fundos, promovendo a cultura local e fortalecendo a união comunitária.

Figura essencial na memória cultural de Itapetininga, sua trajetória como mulher negra, liderança no samba e força comunitária expressa uma história de resistência, pertencimento e legado vivo.

Fotos de Cidinéia

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A esquerda foto de Cidinéia e a direita foto da time de futebol criado por Cidinéia em 1982

Obra dedicada

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CIDICÉIA CAMARGO

Nascida em 1958 no município de Itapetininga-SP, Cidicéia Oliveira Américo de Camargo é moradora da Vila Santana, bairro onde construiu toda a sua trajetória de vida e atuação comunitária. Ingressou na Associação Recreativa Aristocratas do Samba aos 8 ou 9 anos de idade, iniciando sua trajetória como integrante ativa da comunidade do samba e colaborando desde cedo com as atividades culturais do bairro, atuando na promoção da cultura afro-brasileira, com sede na Vila Santana. O grupo organiza eventos, desfiles, encontros culturais e ações sociais na cidade. ​Nascida em 1958 no município de Itapetininga-SP, Cidicéia Oliveira Américo de Camargo é moradora da Vila Santana, bairro onde construiu toda a sua trajetória de vida e atuação comunitária. Ingressou na Associação Recreativa Aristocratas do Samba aos 8 ou 9 anos de idade, iniciando sua trajetória como integrante ativa da comunidade do samba e colaborando desde cedo com as atividades culturais do bairro, atuando na promoção da cultura afro-brasileira, com sede na Vila Santana. O grupo organiza eventos, desfiles, encontros culturais e ações sociais na cidade.

Foi porta bandeiras da escola de samba Aristocratas e carregando as suas cores nos desfiles de carnavais.
Com forte presença na Vila Santana, Cidicéia junto com a sua irmã sidneia, contribuiu para a criação de espaços de pertencimento, inclusão e resistência cultural, aproximando novas gerações da tradição do samba. sob a liderança das irmãs A entidade fortalecer seu papel social sendo reconhecida por projetos culturais e pela participação em políticas públicas, como os editais da lei Aldir Blank. Figura respeitada em Itapetininga, sua atuação como mulher negra, liderança comunitária e referência cultural representa uma história de luta, identidade e continuidade.

Fotos de Cidicéia

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A esquerda foto de Cidicéia como porta bandeira  e a direita tem a foto de Cidicéia 

Obra dedicada

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 JÉSSICA GIACOMELLI

  Jéssica Gabrieli Soares Giacomelli, Nasceu em Itapetininga-SP com mielomeningocele,uma má-formação na coluna. Usando muletas e cadeira de rodas, descobriu o esporte paralímpico aos 12 anos graças a professora Eunice.

Começou nas corridas com cadeiras emprestadas e improvisadas. Mesmo assim, conquistou suas primeiras medalhas e decidiu investir na carreira.Fez uma vaquinha online para comprar uma cadeira melhor. O apoio foi tão grande que conseguiu ir ao Japão buscar uma cadeira profissional.

Participou de eventos como o Grand Prix Mundial (Nottwil, Suíça – recorde nos 200 m em 2018) e o Brasileirão de 2018, conquistando ouro em 100, 200, 400 m e 800 m; prata nos 1500 m e bronze nos 5000 m.Em janeiro de 2020, competiu em Sidney (Austrália) tentando índice para Tóquio‑2020 . Em 2022, dominou o Brasileiro nas provas de 100 m, 400 m e 800 m .​Convocada para integrar o Time São Paulo (2019), fez parte da seleção no Open Internacional SP (2020. Aos 25 anos, embarcou em agosto de 2024 para Paris, sendo a primeira paratleta de Itapetininga a disputar uma Paralimpíada.

Fotos de Jéssica

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A esquerda e a direita temos a foto de Jéssica  em sua cadeira de corrida

Obra dedicada

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© 2025 por Beatriz Juventino. 

Site dedicodo ao Projeto Retratos da Arte: Celebrando as Mulheres de Itapetininga

Leia a descrição do projeto na página inicial.

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